Operação Somália

15 de janeiro de 1993, 11:27 p.m. o telefone toca na delegacia de El Passo, México. Uma mulher desesperada grita por socorro não dizendo coisa com coisa. O atendente tenta acalmá-la "Pera aí dona... a senhora encontrou o que ?!?"A mulher gritava escalafobeticamente que havia um corpo em seu quintal e ele estava seco como um maracujá de gaveta...

Algumas horas depois, já na casa da mulher, os policiais mexicanos investigavam a cena do crime. O corpo estava realmente seco, parecia com os famintos somalis. O investigador Sanchez, perito em crimes sem solução (pois não resolvera nenhum), constatou que não haviam pêlos na vítima. Teve gente pensando que era um doente terminal de câncer em tratamento de quimioterapia que acabara de se "suicidar-se a si mesmo"; mas Sanchez, perspicaz, discordava. Ele, desde o início, acreditava em um assassino serial, apesar deste ser o primeiro corpo encontrado com estas características. Já era tarde da noite e no México, assim como no Brasil, neguinho não trabalha até muito tarde e o povo se dispersou.

30de janeiro do mesmo ano, nenhum corpo mais foi encontrado. Sanchez já estava sendo ridicularizado na Delegacia por constatar brilhantemente que o caso Somália (como foi batizado pelo próprio Sanchez ) se tratava de um Serial Killer. Quando o riso era generalizado o telefone toca. Todos se calam imediatamente e Sanchez corre para atender pessoalmente a chamada. Mais um corpo é encontrado, desta vez em um bosque afastado da cidade. O departamento inteiro se cala quando Sanchez revela a todos a boa nova. Rindo como uma hiena ele faz aquele gesto característico com o dedo médio em riste apontando para todos na delegacia.
Desta vez o corpo era feminino, estava igualmente seco e sem pêlos, inclusive nos órgãos íntimos. Após exaustiva investigação Sanchez encontra o que ele diz ser uma pista. Na pele da infeliz mulher ele encontrou resquícios de cola plástica. Mais uma vez foi motivo de chacota. Indignado, Sanchez alega que vai resolver e grita "vocês vão ter que me engolir !!!"... A mente do pobre investigador trabalha mas não resolve nada . Um pouco de cola na pele da mulher era a sua única pista e dela teria que resolver algo pois sua reputação dependeria disso. Os dias iam se passando e nada. Nem crime nem pistas...

15 de janeiro de1998, 11:35 pm, cinco anos depois do início do desespero de Sanchez. O caso não foi resolvido e o velho lobo investigador foi demitido por pura incompetência. Passou fome frio e morava num barraco. Perambulava feito louco no bosque onde a última vítima foi encontrada procurando pistas em vão... Quando eram duas da madrugada ele vê um vulto nas árvores. Meio bêbado, ele corre para avaliar o que era. Com seu faro de detetive, percebe pegadas frescas no chão. Ele se abaixa para ver melhor e subitamente é atingido no crânio. Tudo se apaga. Horas depois, Sanchez se vê nu coberto por adesivos verdes e pendurado no teto de um salão. Apavorado e sem como reagir o velho investigador percebe que sua hora chegou. Uma figura estranha entra no salão. Ele é grande e obeso, se move vagarosamente em direção a Sanchez. Rindo, o elefante começa a falar..."Então você é o sujeito que estava atrás de mim? Humm ha ha ha ha ha...." e o gordo sai da sala e não volta mais... Sanchez passa fome e sede e descobre que os adesivos são na verdade Dermo Paches, aqueles adesivinhos para emagrecer vendidos nas redes de tv do mundo... agora sim o lobo detetive solucionou o caso mas quem irá parabenizá-lo?

Cuidado quando você comprar produtos pela televisão
Eles podem acabar com você!